Professores da Unirio rejeitam proposta de entrada em greve a partir do dia 28
Os professores da Unirio, reunidos em assembleia no dia 25 de maio, realizaram um amplo debate sobre a situação das universidades e chegaram a um consenso sobre a gravidade dos problemas que estão enfrentando atualmente. Apesar disso, houve divergência em relação à melhor forma para enfrentá-los e, por 52 votos contra 40 (com 4 abstenções), decidiu-se que o dia 28, indicado pelo Andes-SN, não seria o momento apropriado para os docentes da Unirio entrarem em greve.
A assembleia de professores deliberou, também, pela paralisação das aulas no dia 29 de maio, Dia Nacional de Paralisação, pela participação nas atividades unificadas deste dia, pela permanência em estado de greve e pela assembleia permanente (em que uma assembleia pode ser convocada com até 24h de antecedência).
A assembleia decidiu fortalecer um processo de mobilização capaz de dar visibilidade ao quadro tenebroso de retirada de direitos trabalhistas, terceirizações, precarização das condições de trabalho e privatização das universidades que já acontecem, mas que serão reforçadas por novas medidas, como o anúncio da semana passada do Governo Federal de que serão cortados R$ 9,4 bilhões da educação. Para isso, novos membros foram incorporados à comissão local de mobilização, que deve construir uma agenda de atividades para o movimento docente da Unirio.
Três segmentos
Os estudantes da Unirio que realizavam uma reunião do conselho de centros acadêmicos paralelamente à assembleia dos professores irromperam durante a sessão, puxando uma palavra de ordem em que diziam: “ô professor, pode parar que o estudante vai te acompanhar”. Segundo informaram, os discentes têm enfrentado graves problemas, dentre os quais um alto índice de evasão por falta de assistência, e as 17 entidades de base ali reunidas decidiram levar à assembleia estudantil de quarta-feira (27) a proposta de deflagração de greve.
Um representante da Asunirio informou também no início da sessão que os técnicos da Unirio deliberaram em sua última assembleia que irão aderir à greve geral que está sendo construída a partir do dia 29 de maio.
Greve nacional
As Instituições Federais de Educação (IFE) estão realizando nesse período uma rodada de assembleias na qual está sendo discutida a deflagração de uma greve nacional da Educação Pública no Brasil. Na reunião de sexta-feira do Andes-SN com o Ministério da Educação (MEC), o Governo Federal não respondeu à pauta de reivindicações protocolada no início deste ano e voltou atrás nos compromissos firmados na sua reunião anterior com o movimento docente, realizada em abril de 2014.
