Audiência no MPF discute crise no HUGG
A documentação entregue pelo reitor e pela Adunirio deve ser analisada pelos procuradores, que irão avaliar as possibilidades de encaminhamento das questões. O diálogo foi importante para alguns esclarecimentos sobre a realidade do hospital universitário, no que diz respeito à utilização e o repasse dos recursos Rehuf no ano de 2013, o repasse do SUS, os repasses da universidade (que teria dobrado em 2013) e ao pagamento dos “bolsistas”.
O diretor do HUGG declarou que todos os recursos esperados para 2013 chegaram, mesmo que com algum atraso, e que um dos maiores problemas que enfrenta o hospital é a dificuldade de planejamento da administração devido a não saber quando os recursos irão chegar. Antônio Carlos Iglesias afirmou ainda que não há desabastecimento no hospital e que a redução de leitos certamente traz prejuízos à população e ao ensino.
Na avaliação da diretoria da Adunirio essa informações foram extremamente impactantes, pois não havendo corte de recursos, não há justificativa para que a administração do hospital reduza a assistência. Além disso, o professor Ricardo Lima, na reunião com o reitor no dia 10 de janeiro, afirmou que o HUGG possui crédito com seus fornecedores e que eles mantêm o fornecimento regular de insumos mesmo quando o governo federal atrasa o repasse de recursos.
Durante a reunião, a administração da universidade e do HUGG demonstraram pouco interesse em colaborar para a elaboração de soluções sustentáveis para o hospital, insistindo na opção por uma resposta rápida que não resolve os problemas de financiamento e que sacrificam a autonomia da instituição.
Ficou combinado entre os presentes, ao fim da reunião, que a Comissão dos Três Segmentos encaminhará ao MPF os editais e resultados dos concursos públicos vigentes que possuem candidatos aprovados e não empossados com vagas destinadas ao HUGG.
