60 Anos do Massacre da Praia Vermelha: lembrar é resistir!
Nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, o Palcão do Centro de Letras e Artes (CLA) da UNIRIO foi palco de um encontro marcado pela emoção e pela firmeza política. Como parte do Festival organizado em conjunto pela Comissão da Verdade, Memória, Justiça e Reparação Luiz Renê Silveira e Silva (CVMJR-UNIRIO), a Pró Reitoria de Extensão e Cultura (PROExC-UNIRIO), Comissão da Memória e Verdade UFRJ (CMV-UFRJ), Arquivo Central da UNIRIO, Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro e a comunidade acadêmica se reuniu para a Roda de Conversa “Os 60 Anos do Massacre da Praia Vermelha”, seguida por um festival de músicas censuradas no período da ditadura civil-militar.
A atividade debateu as marcas deixadas pela invasão e pela truculência em 1966, trauma que culminou na demolição do histórico prédio da Faculdade de Medicina na tentativa de apagar a resistência estudantil. Daqueles próprios escombros germinou a trajetória que daria origem à UNIRIO, reafirmando que a memória de um povo não se destrói com tratores.
Com mediação da historiadora Andréa Queiroz, diretora da Divisão de Memória Institucional da UFRJ e membra da CMV-UFRJ, a mesa contou com as reflexões e relatos dos professores José Noronha (Fiocruz), Newton Leão Duarte (UFRJ) e Carlos Fayal (UFRJ).
Impossibilitado de comparecer presencialmente, o professor William Soares, diretor da Adunirio e um dos palestrantes convidados, esteve representativamente presente no evento. A presidenta da Adunirio, professora Maria Tereza Serrano Barbosa, realizou a leitura de uma carta enviada pelo professor William, transmitindo suas palavras de solidariedade, resgate histórico e compromisso com as pautas da memória e dos direitos humanos.
O evento reafirmou o papel histórico do movimento estudantil e das universidades públicas na preservação dessa chama. Ao completar seis décadas de um episódio da repressão militar no Rio de Janeiro, o ato no CLA deixou evidente que rememorar a Praia Vermelha é um exercício vivo para renovar as esperanças e fortalecer a luta inegociável em defesa da democracia no Brasil.
Democracia sempre, ditadura nunca mais!
Carta do professor William Soares





