Universidades federais têm a mesma verba de 2004 para despesas básicas
O orçamento das universidades federais para gastos básicos está no nível de 2004, quando o país tinha 18 instituições e 700 mil alunos a menos. Algumas instituições, como a UFRJ e a Unifesp, já falam em interromper as atividades a partir de julho por não ter condições de saldar as dívidas. De acordo com o Painel do Orçamento Federal, a verba discricionária – referente a pagamento de água, luz, limpeza, segurança, bolsas, insumos para pesquisa e reformas prediais – para as 69 universidades e 1,3 milhão de estudantes é de R$ 2,5 bilhões.
Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), houve redução em 2021 de R$ 1 bilhão no orçamento discricionário, representando 18,16% a menos que 2020. A assistência estudantil sofreu uma redução de R$ 178,6 milhões, impactando diretamente os estudantes que sofrem algum tipo de vulnerabilidade (mais de 50% dos matriculados). O impacto atinge as instituições em graus diferentes e sem nenhum critério conhecido.
A reitoria da Unifesp destacou em nota que não há nem como se falar de adaptações para retorno às aulas presenciais se a verba não é suficiente nem para a manutenção das despesas correntes.
Os hospitais universitários também devem sofrer o impacto desse corte de verbas, o que significa uma redução na capacidade de atendimento na rede de Saúde que hoje responde ao enfrentamento da pandemia de covid-19 no país.


