Professores reunidos no 35º Congresso do Andes-SN definem centralidade da luta docente para 2016
Ao longo de sete dias de debates, docentes de todo o país participaram do 35º Congresso do ANDES-SN. As discussões realizada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR), na última semana de janeiro, subsidiaram a tomada de decisão dos delegados acerca dos planos de ações e lutas para 2016 do Sindicato Nacional. Ao todo, 469 docentes, representantes de 74 seções sindicais de todo o país, contribuíram diretamente para a realização do evento.
Os delegados do35º Congresso aprovaram como centralidade da luta para 2016 a “Defesa do caráter público, democrático, gratuito, laico e de qualidade da educação, da valorização do trabalho docente, dos serviços públicos e dos direitos dos trabalhadores, com a intensificação do trabalho de base e fortalecimento da unidade classista com os movimentos sindical, estudantil e popular, na construção do projeto da classe trabalhadora”.
A realização dos encontros preparatórios para o 2º Encontro Nacional de Educação (ENE) até abril de 2016 e do evento entre os dias 16 e 19 de junho de 2016, em Brasília (DF), junto ao encaminhamento de uma nota crítica acerca da política de reforma curricular da Educação Básica, materializada no texto preliminar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foram os principais destaques, em relação às políticas educacionais do Andes-SN.
Além disso, a intensificação da luta em defesa dos direitos de aposentadoria pública e integral, contra o fundo de pensão dos servidores federais (Funpresp) e o combate à contrarreforma da saúde pública estão entre as deliberações aprovadas pelos delegados do 35º Congresso do ANDES-SN.
A truculência e autoritarismo nos processos de adesão das Universidades Federais à Empresa de Serviços Hospitalares (Ebserh) foram destaque nas falas dos debatedores, que ressaltaram a importância de tornar público os problemas vivenciados pelas Ifes que já aderiram à Ebserh e os contratos firmados com empresas privadas. Para isso, os delegados aprovaram a realização de um dossiê com descrições e análise de fatos, que será lançado em um seminário nacional sobre o tema.
Ao final do congresso, foi redigida e aprovada pelos participantes a Carta de Curitiba. O texto reafirma o compromisso do Sindicato Nacional, no completar de seus 35 anos de história, com a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores da educação pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada.
*com informações do Andes-SN
