Professoras(es) da Unirio debatem soluções para os preços abusivos dos planos de saúde
Docentes da Unirio discutiram na assembleia do dia 5 de junho estratégias coletivas para enfrentar o problema da alta abusiva nos preços de planos de saúde. Depois de ser acionada por alguns sindicalizados confrontados com a inviabilidade de planos tão caros, a Adunirio decidiu pautar o debate com a categoria para definir encaminhamentos.
Na assembleia, ficou definido que será marcada uma reunião com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progepe) para se levantar informações sobre o convênio atualmente existente para servidores da Unirio com a “Aliança – Administradora de Benefícios de Saúde” e para produzir um documento para os filiados da Adunirio sobre a forma de acessar o benefício de ressarcimento por gastos com plano de saúde privado.
Além disso, a Adunirio irá entrar em contato com a regional do Andes-SN e com as outras seções sindicais do Rio de Janeiro para se informar sobre as respostas que têm sido dadas localmente para a demanda de docentes em relação ao acesso aos serviços de saúde. Será verificada também a possibilidade de a Adunirio firmar um convênio próprio com alguma administradora de plano para oferecer esse serviço aos filiados.
Outro encaminhamento da assembleia foi a realização no próximo dia 19 de junho (terça-feira) de uma reunião de professores e professoras na sede da Adunirio para aprofundar a discussão iniciada na assembleia, ativando assim localmente o Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GTSSA) do Andes-SN.
A entrega da gestão do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG) para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) foi criticada durante a assembleia por impedir que a universidade construa de forma autônoma e criativa uma solução para a saúde do servidor que passe também pela administração do hospital.
De acordo com os relatos na assembleia docente dos impactos dos custos com saúde na vida de professores e professoras, parece haver um consenso de que este tem se tornado cada vez mais um problema incontornável. Segundo matéria publicada no jornal O Globo do dia 3 de junho, os gastos com planos de saúde no Rio de Janeiro são atualmente superiores as despesas domiciliares com aluguel e mensalidade escolar.
O encarecimento abusivo levou a justiça a fixar o teto de 5,72% no reajuste dos preços de plano de saúde em 2018, após ser acionada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Desde que existem, os planos de saúde têm sido ajustados acima da inflação. Em 2017, o reajuste do serviço alcançou 13,57% enquanto a inflação referente ao período foi de 4,57%.
