Nota de solidariedade aos professores da rede municipal em greve
O que se tem observado são os governantes tratando as reivindicações por melhorias na educação e nas condições de trabalho como questão de polícia, fechando as portas para o diálogo e utilizando da violência para fazer calar os professores e a população em geral que tem aderido às manifestações em solidariedade à essa luta.
No dia 1º de outubro, uma controversa sessão da Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou o projeto de Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) enviado pelo prefeito Eduardo Paes e rejeitado pelo movimento dos professores, a despeito do protesto de alguns parlamentares no interior da casa legislativa e de uma multidão que, do lado de fora, era recebida com bombas de gás e balas de borracha. A Polícia Militar, sob o comando de Eduardo Paes e Sérgio Cabral, foi acionada para reprimir as manifestações de descontentamento com a proposta que finge resolver um problema que se aprofunda ainda mais.
O nível de violência, as violações de direitos humanos e as armações construídas pelas forças repressivas contra os manifestantes, na tentativa de intimidar e deslegitimar as mobilizações, foram publicizadas e desmascaradas pela mídia alternativa, seguida pela mídia burguesa, e chocaram a sociedade, aterrorizada com a brutalidade e o desrespeito institucionalizado contra os cidadãos e as cidadãs.
A Adunirio e a Asunirio vêm, assim, à público manifestar sua solidariedade com a luta dos professores da educação municipal do Rio de Janeiro.
Pela liberdade e autonomia sindicais!
Contra a criminalização dos movimentos sociais e de trabalhadores!
Rio de Janeiro, 3 de outubro de 2013,
Elisabeth Orletti – Presidente da ADUNIRIO
Oscar Gomes da Silva – Coordenador Geral da ASUNIRIO
