Nota da ADUNIRIO em defesa da vida e da saúde dos(as) trabalhadores(as) terceirizados(as) da UNIRIO
A Ordem de Serviço GR 10, 30 de junho de 2020 1, que “trata do funcionamento parcial das atividades administrativas ou de outras normas de conteúdo similar na UNIRIO”, em seu Artigo 6, “fixa em 13 de julho de 2020 o reinício das atividades essenciais, após definição, pelos gestores, individualmente, executadas por profissionais relacionados nos contratos de prestação de serviços administrativos, de vigilância, manutenção e limpeza”.
A Ordem de Serviço expõe a parcela mais vulnerável de nossos trabalhadores que prestam serviços administrativos, de vigilância, manutenção e limpeza na Universidade. Contraria as recomendações da OMS. Desconsidera os “AJUSTES DAS MEDIDAS DE DISTANCIAMENTO SOCIAL E MEDIDAS RELATIVAS A VIAGENS NO CONTEXTO DA RESPOSTA À PANDEMIA DE COVID-19” 2 e a Recomendação 048 do Conselho Nacional de Saúde 3. E contraria os Grupos de Trabalho que apresentam a proposta de Plano de Retomada das Atividades Acadêmicas e Administrativas na UNIRIO, particularmente a proposição do GT Reordenamento Social, que recomenda “4) Não distinguir, em hipótese alguma, os trabalhadores concursados/permanentes e os trabalhadores terceirizados, especialmente no que se refere ao retorno às atividades presenciais” 4.
Numa Instituição que sequer consegue manter o fornecimento regular de água potável e papel higiênico em todos os seus campi, causa inquietação que este (a) s trabalhadores (as) sejam forçados a colocarem suas vidas, de seus familiares e de toda a população em risco, seja no deslocamento ao local de trabalho, seja nos espaços de trabalho, sem que esteja previsto sequer o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual.
Em respeito à vida, à saúde e à ciência, em respeito à vida dos trabalhadores e trabalhadoras que prestam serviços essenciais à Comunidade Universitária, solicitamos respeitosamente à Reitoria da UNIRIO que torne sem efeito a Ordem de Serviço, sob o risco de promovermos uma distinção humanamente inaceitável entre os trabalhadores da comunidade acadêmica, expondo os mais vulneráveis ao risco e impondo um quadro de “injustiça pandêmica“ que não pode ser aceito por nossa querida universidade.
ADUNIRIO, 06 de julho de 2020
2https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/52045/OPASBRACOVID1920039a_%20por.pdf?sequence=8
3 Link Recomendação 048 Conselho Nacional de Saúde.
