Dia de paralisação foi marcado por apresentação artística, debate e ato público
O dia 24 de outubro foi dia de paralisação e luta contra a PEC 241 e a Contrarreforma do Ensino Médio na Unirio. As aulas pararam e professores e alunos ocuparam espaços comuns, com produção de cartazes, debates e manifestações artísticas. No fim da tarde, um ato público lotou as ruas do centro do Rio.
O destaque dessa vez ficou para docentes e discentes do Instituto Villa-Lobos (IVL), que promoveram no jardim do Centro de Letras e Artes (CLA) um “concerto de mobilização” e uma apresentação de trompetes, seguida por um debate sobre a conjuntura política atual.
Segundo o professor Sérgio Barrenechea, a mobilização é fundamental, pois “a conjuntura política é horrorosa” e “a PEC 241 fere o coração da nossa atividade, pois trabalhamos com a formação de artistas e professores de arte”.
O diretor do IVL explicou que foi estabelecido um diálogo no Conselho do Instituto sobre a proposta de paralisação e o grupo decidiu utilizar a arte como elemento de mobilização e protesto. A ideia foi bem recebida pelo Conselho do CLA e houve adesão dos outros cursos do Centro.
A professora Carole Gubernikoff , decana do CLA, lembrou que o campo das artes e da cultura teve papel destacado na resistência à ofensiva golpista, como mostra o exemplo do movimento Ocupa Minc, que garantiu a manutenção do Ministério da Cultura.
O presidente da Adunirio, Rodrigo Castelo, e o diretor Leonardo Castro fizeram uma explanação para as pessoas reunidas no jardim sobre os impactos da PEC 241 e da Contrarreforma do Ensino Médio para a educação pública, com destaque para aqueles que pretendem exercer o magistério.




