Comitê reúne setores da educação na Unirio em defesa da vitória de Lula no segundo turno das eleições

Diante do cenário de segundo turno das eleições presidenciais e da ameaça da retirada de direitos fundamentais, como o acesso à universidade pública, professores, estudantes e técnicos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, a Unirio, estão organizados na luta e realizaram a segunda assembleia de mobilização ontem, dia 09/10, quinta-feira, para lutar pela reeleição do presidente Lula.
A assembleia dá continuidade ao processo de articulação entre as categorias, iniciado na primeira assembleia, com mais de 250 estudantes e docentes presentes, ocorrida na última terça-feira, a qual deliberou pela criação dos fronts de luta no comitê da Unirio de “Lula nas Universidades”, criado antes do primeiro turno. O comitê tem o intuito de produzir uma agenda permanente que paute o segundo turno das eleições dentro e fora das universidades, para isso, foram criados grupos de trabalho, os quais realizam estratégias de como atuar. Cada grupo trabalha em uma frente, como: mobilização nas redes sociais, panfletagem nas ruas, produção de dados sobre a realidade dos alunos e locais estratégicos de atuação, entre outros, para que possam alcançar e dialogar com a comunidade universitária, mas também com a população e virar votos, além de uma atuação constante, como aponta a professora Laila Domith, docente de direito da Unirio e da diretoria da Adunirio, “tenho certeza de que vamos vencer as eleições. Aqui dividimos tarefas, temos grupos de trabalho e estamos fazendo muitas coisas para levar essa mensagem adiante, virar esses votos e trazer Lula à reeleição”.
As Universidades Públicas, desde o resultado do primeiro turno, têm sido protagonistas no processo de mobilização e diariamente têm realizado atos pelas ruas de todo o país, denunciando o cenário de destruição caso Lula não vença, por isso a urgência e importância da organização do comitê. A presidenta da Associação Docente da Unirio (Adunirio), Tereza Serrano, professora titular aposentada da Unirio, destaca o papel central do sindicato nesse processo: “tiramos em assembleia a constituição desse comitê, porque os movimentos sociais, os sindicatos, centros acadêmicos, diretórios centrais são fundamentais para que não haja um retrocesso no país, e unidos e animados vamos vencer as eleições”.
A iniciativa do comitê mostra o quanto as universidades públicas são alvos constantes de ataques da extrema-direita e a necessidade de organização e enfrentamento de um desmonte delas. Para Leonardo Vilela de Castro, professor do curso de pedagogia da Unirio, é fundamental o engajamento na luta “é fundamental que haja esse engajamento crescente dentro do sistema público de ensino, para que toda a sociedade perceba o quanto somos importantes para a manutenção do sistema público de ensino e o quanto a gente tem a perder se esse sistema for mexido, como vem sendo prometido pelo outro candidato”.
No atual cenário de mobilização, a juventude das universidades tem sido a grande protagonista, mostrando sua força e articulada junto ao comitê. Para Taynara Ferreira da Silva, estudante de filosofia da Unirio e integrante do comitê, a grande mobilização dos estudantes realça que o movimento estudantil está vivo e seguirá na luta: “tudo que está acontecendo mostra que o movimento estudantil está na rua, está dentro da sala de aula, está na praça, está virando voto, correndo atrás do seu direito de sobrevivência e dignidade”.
A reação estudantil aponta que o caminho para barrar um projeto de destruição de direitos é o diálogo, a união e a luta, e a sua atuação no comitê é uma convocação para que o Brasil não retroceda e tenha perdas em campos tão fundamentais para a democracia como a educação, como dito por Bruna Vianna, estudante de história da Unirio e da diretoria do centro acadêmico de história “nós temos que lutar contra o fascismo, porque direitos se conquistam com muita dureza, mas eles podem ser perdidos da noite para o dia, e é só com a luta que podemos conquistar aquilo que vai levar nosso país para a frente. O lugar do estudante é na luta, o lugar do educador é na luta”.
É nesse contexto que o comitê convoca a comunidade acadêmica para continuar mobilizada e em luta, se integrar aos grupos de trabalho e seguir rumo à reeleição do presidente Lula, para que a universidade pública, a pesquisa, a permanência estudantil e a democracia não deixem de existir.
por Fernanda Castro




