Lançamento d’A Ecologia de Marx debateu desafios no Brasil para a luta pela vida no planeta

O debate “Crises capitalista e climática, lutas sociais e educação ambiental” marcou o lançamento do livro “A ecologia de Marx” (John Bellamy Foster) no auditório Paulo Freire, no CCH/Unirio, na última quarta-feira, 30 de maio. O evento contou com a participação da educadora ambiental Jaqueline Guerreiro (SME/RJ) e da professora da Escola de Serviço Social (ESS/UFRJ) e dirigente estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) Leile Teixeira.
A professora Leile Teixeira apontou inicialmente a relação entre grandes tragédias ambientais da história brasileira recente e os desafios que elas impuseram à produção e consumo de alimentos. Destacou os casos de Brumadinho; Braskem, em Maceió; a seca, no Amazonas; e as enchentes, no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Foi apontado também que todos os recursos mobilizados na atualidade para a guerra são mais do que suficientes para sanar os problemas alimentares globais, mas que para isso seria preciso termos outra forma de produção, diferente da capitalista.
Jaqueline Guerreiro propôs uma abordagem dos desafios para salvar o planeta a partir de experiências locais e trabalhos de base nas escolas, por exemplo, destacando as dificuldades para se elaborar estratégias e táticas de luta numa conjuntura ideologicamente defensiva. De acordo com ela, o fundamentalismo cristão tem coagido docentes.
Todos os presentes no evento receberam exemplares do livro, publicado pela Editora Expressão Popular em parceria com Adunirio, Adufop e Apes, todas seções sindicais do Andes-SN. Os debates foram feitos com o público problematizando o tema e foram marcados pela preocupação em construir caminhos possíveis para mudar os rumos que atualmente aceleram o fim das condições de vida na Terra. Ao fim das falas, Leile Teixeira sintetizou destacando um importante aspecto ético da luta: “no movimento camponês trabalhamos com a ideia de que enquanto há vida existe solução”. E a solução passa por construirmos um modo de produção que suplante o capitalismo.



