Contra todos os casos de exploração e opressão
A Adunirio e o Andes-SN tem como princípios basilares a luta contra todas as formas de exploração do trabalho e de opressões de gênero, raça, etnia, nacionalidade, orientação sexual e capacitista. Ao longo da sua história, essa postura tem se materializado por vezes em manifestações públicas ou por meio da mobilização dos recursos disponíveis (jurídicos, financeiros e políticos) para garantir o apoio necessário àquelas/es que apresentam uma denúncia. Por certo, casos diversos demandam estratégias diferentes de tratamento, com vista a garantir a justiça e resguardar os direitos de todas/os envolvidas/os.
Defendemos, como decorrência necessária dos nossos princípios, que toda e qualquer denúncia de exploração e opressão deve ser acolhida pelas instâncias competentes e a partir de então passar pelo devido processo, combatendo a espetacularização das lutas antiopressão que pulula nas redes sociais. Ainda que as instituições também participem das ideologias que atravessam nossa sociedade capitalista, machista, racista, lgbtfóbica, xenófoba e capacitista e, assim, também sejam passíveis de críticas, é fundamental garantir o pressuposto de que qualquer potencial vítima tenha espaços seguros de escuta e acolhimento às suas demandas.
O nosso objetivo enquanto sindicato é buscar, a cada passo, mobilizar e canalizar a indignação para transformá-la em força coletiva capaz de reparar danos e subverter a realidade dessa sociedade que reproduz a desigualdade social e as opressões. Nosso compromisso com a igualdade social e a liberdade plena envolve difíceis equações, pois pressupõem, entre outras coisas, lidar com preconceitos profundamente enraizados no nosso corpo social, desafiar hierarquias, enfrentar o punitivismo recrudescente e não se deixar arrastar por denúncias que busquem instrumentalizar nossas bandeiras de luta para fins particularistas.
Defendemos e buscamos desenvolver mecanismos de mediação e solução de conflitos, construídos coletivamente a partir de demandas concretas da nossa comunidade. Para isso, vimos à público propor uma audiência pública, com ampla participação da comunidade, no mês de novembro – o mês da Consciência Negra -, sobre o tema das opressões e suas formas de enfrentamento a fim de criarmos um ambiente mais acolhedor para as diversas vítimas que, infelizmente, surgem frequentemente na nossa universidade.
Esperamos, com isto, avançarmos mais um passo na construção de uma Universidade Popular, voltada aos interesses da maioria da população brasileira, criando melhores, saudáveis e fraternas condições de trabalho e estudo para todos os segmentos envolvidos.
