Mais um professor sofre acidente de trabalho devido às péssimas condições da Unirio

Fomos informados que nesta semana mais um docente sofreu acidente de trabalho logo após a entrada do campus 458, ao lado da Biblioteca Central. O professor do CCET caiu e ficou bastante ferido, especialmente no rosto. A Adunirio entrou em contato para se solidarizar e recebemos a confirmação de que o acidente aconteceu devido às péssimas condições em que se encontra o caminho pelo qual transita a comunidade que precisa ter acesso ao CCH, CCET e Ibio. O acesso ao CLA também está em péssimas condições.
Além deste, temos relatos de pelo menos outros dois docentes que caíram e se feriram seriamente ao transitar por aquela região, que sofre com problemas de acessibilidade. Um deles, que possui deficiência visual, chegou a sofrer fratura.
As péssimas condições do espaço de trânsito que liga os campi 458 e 436 são conhecidas há tempos e já as denunciamos, ainda na gestão anterior da reitoria. O fluxo, porém, se condensou ainda mais na região após o início das obras no estacionamento que fecharam a outra entrada do campus e restringiram as passagens para o 458. Foi colocada nova iluminação no local e foram remendados alguns dos buracos com maior profundidade, mas ainda há vários outros, além de desníveis e demais obstáculos.
É um absurdo vermos docentes, técnicos, estudantes, terceirizados e visitantes expostos ao risco de sofrerem acidentes graves. É incontestável que a segurança das pessoas que frequentam a universidade deveria ser a principal prioridade da instituição.
Sabemos que a Unirio, assim como outras universidades, sofre com a pilhagem do orçamento da Educação e as condições de trabalho se deterioram mais a cada dia. Não há, porém, como aceitar que a gestão da universidade permaneça inerte diante dos riscos a que estamos expostos ou priorize outras ações enquanto a comunidade está sujeita a sofrer graves acidentes devido a péssimas condições nos campi. É preciso imediatamente sinalizar os caminhos e intervir na infraestrutura para proteger a saúde das trabalhadoras/trabalhadores e estudantes da nossa universidade.
Após o ocorrido, a reitoria fez novos reparos paliativos no local do acidente, mas é nítido que são necessárias outras medidas para garantir a acessibilidade e a segurança das pessoas que frequentam o campus. Há, inicialmente, previsão de reforma de todos os espaços não edificados nos campi 458 e 436 para o ano de 2026, com recursos conquistados pela luta da greve federal, mas não podemos deixar nossa comunidade exposta aos riscos até lá.

A Adunirio vai exigir que providências sejam tomadas urgentemente e prestará todo apoio ao professor que foi vítima desta negligência com a universidade e com aqueles que dedicam as suas carreiras ao serviço público.


