Condições das IFES são expostas do Estadão.
Com este lead, matéria do estadão – que traça o panorama das Universidades Federais – sintetiza o que foi o Reuni. Em maio deste ano, docentes federais decidiram iniciar uma greve que contaminou outros setores do serviço público. O mote principal não é aumento nem reposição. As bandeiras do movimento são Condições de trabalho e Plano de Carreira. Com diferentes especificidades, estas costumam ser a maioria das reivindicações dos atuais movimentos grevistas. (veja matéria)
O que ficou evidente depois de 4 meses de greve é que uma sucessão de governos não teve metas estratégicas nem para o planejamento nem para a gestão pública. As carreiras dos diferentes órgãos estão desestruturadas e os espaços sucateados, frutos de uma política de superávit a qualquer custo. O país caminha para o apagão da organização estatal. No epicentro desta crise, uma política truculenta e inábil agrava a situação. Miriam Melchior e Dilma travam uma luta contra todo o serviço público. O limite desta intransigência foi a greve dentro dos servidores do próprio MPOG.
A política repressora do MPOG com a instituição do corte de ponto causou o pedido de demissão do coordenador de Inovação Tecnológica do Ministério do Planejamento César Brod (veja carta). O governo se isola e perde credibilidade ao se negar a negociar e ao fim apresentar propostas estapafúrdias que nem resolvem a desestruturação das carreiras nem repõe as perdas inflacionárias. As greves se mantêm e expandem. Ao fim não restará outra alternativa além da óbvia: criar metas para estruturar o serviço público. Afinal não é essa a missão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão? Ou terá o ministério mudado o nome para Ministério do Orçamento apenas?
