Adunirio se reúne com reitoria da Unirio para discutir condições de trabalho e infraestrutura da universidade

A Adunirio participou no dia 9 de abril, terça-feira, da terceira reunião de negociação da pauta local com a reitoria da Unirio. Desta vez, o foco foi o 4º ponto da lista de reivindicações, “Projeto de reformas nos prédios e áreas comuns da universidade, com destaque para a questão de acessibilidade, condições dignas de trabalho e construção de espaços de convivência”.
Na solicitação da reunião, a Adunirio destacou e pediu esclarecimentos sobre a previsão do Quadro de Detalhamento de Despesas (QDD) da Unirio de 2024, que para o tema da pauta aponta os seguintes itens: (1) Manutenção de equipamentos de laboratórios: R$ 15 mil; (2) Serviços de engenharia, reformas e adaptações: R$ 1,315 milhão; e (3) Manutenção predial: R$ 2,02 milhões.
O professor Alexandre Silva, diretor da Adunirio, fez uma fala em que enfatizou a preocupação com “a naturalização dos problemas na Unirio”. Segundo ele, é comum vermos as pessoas cientes das dificuldades orçamentárias e burocráticas da universidade se resignarem com as más condições de trabalho.
A deterioração dos banheiros da universidade foi apontada como o problema cujo o enfrentamento é da maior urgência. “A manutenção dos banheiros é uma questão de dignidade, que garante as condições mais básicas para que as pessoas possam frequentar a universidade”, afirmou Silva. Foi destacada também a impossibilidade da Unirio se apresentar como uma instituição de excelência se não puder ter uma estrutura mínima para receber visitantes que venham contribuir com o desenvolvimento institucional e das práticas de ensino, pesquisa e extensão.
Além disso, foi apontado também o problema da falta de sala para professoras/es, o que impossibilita a realização do trabalho docente e da estadia deste na universidade fora do tempo dedicado à sala de aula. Foi debatida ainda a situação destas, o seu reduzido número, a falta de quadros brancos, problemas com portas, dentre outros.
A reitoria, com o apoio da Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan) e da Pró-Reitoria de Administração (Proad), explicou as dificuldades pelas quais passa a Unirio para trabalhar com o atual orçamento definido pelo Congresso e pelo Governo Federal e que vem sendo reduzido a cada ano. O investimento previsto para 2024, por exemplo, veio zerado. A Lei Orçamentária Anual (LOA) foi aprovada com cerca de R$ 1,7 milhão a menos do que estava previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa). Ainda assim, há pelo menos cinco grandes processos de compra de materiais em andamento, dentre os quais aquele que contempla a manutenção dos banheiros deve ser concluído até o fim do semestre, segundo informou a Proad.
A Coordenação de Engenharia explicou à Adunirio que já existe um projeto de reforma dos banheiros da Unirio para padronizá-los e garantir acessibilidade, porém a previsão do custo total é de R$ 10 milhões, enquanto o orçamento atual não prevê nenhum valor para investimentos na universidade. Foi apresentado também que um levantamento técnico indica serem necessários R$ 900 mil para a manutenção dos laboratórios, sendo atualmente R$ 15 mil o montante disponível.
A reitoria apresentou um diagnóstico também de que a Unirio possui um déficit de pelo menos 15% do necessário de técnicos-administrativos. Foi informado à Adunirio ainda que os contratos com a empresa terceirizada que faz a manutenção da universidade já tem três anos e deve ser renovado em breve, momento no qual podem ser contempladas algumas demandas apresentadas pelo movimento docente.
A Adunirio propôs que a reitoria aprofunde os mecanismos de democratização da universidade, criando um orçamento participativo e realizando audiências públicas com a comunidade. Apontou também a necessidade de coordenar e envolver as decanias nas rotinas de diagnóstico e tomada de decisão sobre manutenção e intervenção na infraestrutura dos centros.
Além do diálogo com a reitoria nessas mesas de negociação sobre a pauta local apresentada pela Adunirio, já foram realizadas também anteriormente duas reuniões com a Progepe para tratar especificamente das questões de carreira, adicionais de insalubridade, acolhimento de novos docentes e espaços infantis.


