42º Congresso do Andes-SN aprova novo plano de lutas e indicativo para construir greve unificada de servidoras(es) federais

A Adunirio participou do 42º Congresso do Andes, realizado entre 26 de fevereiro e 1º de março, em Fortaleza (CE), com uma delegação de oito docentes eleitas/os em assembleia (entre delegadas/os e observadora) e uma delegada indicada pela diretoria. No próximo dia 19 de março, será realizada uma assembleia docente no auditório do CCET/Unirio para socialização dos informes, discussão dos encaminhamentos do Congresso, com destaque para o indicativo de construção da greve nacional do Andes-SN e da Educação.
O 42º Congresso do Andes-SN reuniu 632 docentes e 86 seções sindicais de todo o país e atualizou os planos de lutas do sindicato nacional. Entre os muitos debates, destacou-se o desafio de organizar a luta necessária em universidades esvaziadas e com uma categoria que há alguns anos enfrenta dificuldades de mobilização.
Em uma das plenárias mais acaloradas, foi aprovada por maioria a resolução de “construir uma greve do Andes-SN e do setor da educação, no primeiro semestre de 2024, tendo como horizonte a construção de uma greve unificada no funcionalismo público federal em 2024” e foi indicada a realização de uma rodada de assembleias locais para discutir o tema.
O evento teve como tema central “Reverter as contrarreformas, em defesa da educação, dos serviços públicos, das liberdades democráticas e direitos sociais”. Entre as principais deliberações para o Plano de Lutas do Setor das Instituições Federais de Ensino (Ifes), foi aprovado seguir lutando para reverter a proposta do governo federal de 0% de reajuste neste ano, a articulação da Campanha Salarial 2024 e 2025 com a luta contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020 (contrarreforma administrativa) ou qualquer outra medida que utilize seus princípios e diretrizes. Foi deliberado também o enfrentamento ao Novo Arcabouço Fiscal, que limita o crescimento anual das despesas da União e cria um novo teto de gastos, bem como uma política tributária que mantém impostos regressivos.
Deliberou-se também pela intensificação da luta por recomposição orçamentária das universidades, institutos e cefets, com a reparação das perdas inflacionárias do período de 2010 a 2023. Houve ainda deliberações sobre lutas em temas específicos, como contra as contrarreformas previdenciárias e contra a Instrução Normativa (IN) 66 de 2022 – que limita promoções e progressões funcionais de docentes. Aprovou-se a renovação da parceria com a editora Expressão Popular, com a publicação de doze livros ao longo do ano – dando prosseguimento no plano nacional a uma iniciativa que teve início na Adunirio em 2019.
A categoria também aprovou a continuidade da luta pelo fim da lista tríplice. Além disso, o Andes-SN deve aprofundar a luta pela destituição imediata das interventoras e dos interventores designados pelo ex-presidente Jair de Bolsonaro (PL) e mantidos no governo Lula.
O texto final do Congresso com um sumário dos debates está materializado na Carta de Fortaleza, que você pode acessar no link: https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/confira-a-carta-de-fortaleza-do-42o-congresso-do-aNDES-sN1com informações do Andes-SN
*com informações do Andes-SN


