Dia Internacional de Luta da Mulher leva milhares às ruas do Rio de Janeiro
Milhares de mulheres ocuparam o centro do Rio de Janeiro no fim da tarde do dia 9 de março com um ato que marcou o Dia Internacional de Luta da Mulher. A ação do chamado “8M” – em referência ao “8 de março” – integrou uma mobilização internacional do movimento feminista, a qual produziu manifestações em diversas cidades do mundo. Professoras da Unirio participaram da atividade na capital fluminense integrando a “ala” do movimento docente, o qual costuma ter como ponto de referência o balão do Andes-SN.
Com dizeres contra Bolsonaro, em defesa da Educação, do SUS e de justiça para Marielle, além de outros, o ato foi marcado por uma diversidade de palavras de ordem que compõem o universo das lutas cotidianas das mulheres. As manifestantes caminharam da Candelária à Cinelândia, carregando cartazes e bandeiras, tocando instrumentos musicais e performando apresentações cênicas tratando dos temas fundamentais das lutas feministas.
A realização do ato no dia 9 de março no Rio de Janeiro, em vez do dia 8, foi uma decisão que teve como objetivo envolver as pessoas ao fim do seu expediente de trabalho na segunda-feira. No Chile, na Argentina e no México as manifestações gigantescas ocorridas no domingo impressionaram pelo seu tamanho, influenciadas pelo ascenso das lutas nesses locais.
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) informam que no ano passado, 2019, foram registrados 88.828 crimes contra mulheres no Rio de Janeiro: 4.687 estupros, 305 homicídios dolosos, 85 feminicídios, 41.048 ameaças, 41.366 casos de lesão corporal dolosa; 183 ocorrências de assédio sexual e 1.154 casos de importunação sexual. Os números levam em conta as notificações policiais, mas é sabido que nem todas as vítimas conseguem denunciar o agressor – o que sugere que os índices sejam ainda mais alarmantes.
*Com informações da assessoria de comunicação da ADUFF





