Nova redação do Future-se mantém objetivo de privatizar universidades

O Future-se teve sua segunda versão apresentada pelo governo federal no mês de outubro. Apesar de mudar alguns pontos no projeto, ele mantém o objetivo central da primeira proposta que é transformar as instituições federais de ensino superior em verdadeiras unidades empresariais. A implementação de programas de gestão de risco corporativo, códigos de autorregulação do mercado, destinação de patrimônio aos fundos de investimento imobiliários, utilização de naming rights para bens públicos e a criação de Sociedades de Propósito Específicos – SPE traduz a real intenção do programa: privatizar as universidades, institutos e espaços públicos.
Uma análise atenta à proposta revela ataques a educação gratuita, a autonomia didático-pedagógica, administrativa e financeira e o fim da extensão nas instituições. O governo federal também visa tornar o concurso público desnecessário e ataca a carreira docente e dos técnicos administrativos permitindo que novas contratações sejam feitas pelas Organizações Sociais pela CLT. No novo modelo proposto sai o professor-pesquisador e entra o professor-empresário. Ou melhor, todos os componentes das universidades viram agentes de seus negócios que atenderão integralmente à lógica do mercado.
Para implementar o projeto, o MEC aponta um aporte de R$ 102,6 bilhões de reais de recursos, que serão colocados à disposição da iniciativa privada via administração das Organizações Sociais. Por conta de tudo isso, dizer NÃO AO FUTURE-SE significa defender um projeto de universidade pública em que o conhecimento produzido AQUI seja voltado para a maioria da população e não para demandas empresariais. 29 universidades federais já disseram NÃO ao projeto em seus conselhos superiores. A Unirio votará a questão no dia 19/11. Antes disso, chamamos todas e todos a votarem no plebiscito CONTRA O FUTURE-SE no dia 12/11 para mostrarmos a vontade dessa universidade de se manter pública, gratuita, autônoma e de qualidade!

