Diretoria da Adunirio se reúne com secretário executivo da Andifes
No dia 25 de abril de 2019, os/as diretores/as da Adunirio Elizabeth Sara Lewis e Rodrigo Castelo se reuniram com Gustavo Balduino, secretário executivo da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais do Ensino Superior no Brasil), na sede da associação em Brasília.
A diretoria da seção sindical abriu a reunião relatando as práticas antidemocráticas na Unirio ao longo da última gestão da reitoria (2015-2019) que culminaram no golpe das eleições para a reitoria no dia 11 de abril. Elizabeth e Rodrigo explanaram sobre a situação na Unirio e sua relação com o cenário nacional de avanço do conservadorismo. Também relataram que o processo de ruptura com acordos firmados internamente vai muito além da sucessão da reitoria e trará prejuízos de médio e longo prazos para a universidade.
Após escutar atentamente, Balduino mostrou-se preocupado com o “estado de exceção em que estamos vivendo” e com a situação na Unirio, em particular, e no ensino superior público como um todo. Disse que o último pleno da Andifes percebeu o processo eleitoral na Unirio como “um ponto fora da curva” e não avaliou positivamente o ocorrido na nossa universidade, embora não se constatou nenhuma ilegalidade. Insistiu, entretanto, na defesa da autonomia universitária neste atual momento histórico e que os recentes acontecimentos nas universidades ameaçam o princípio constitucional da autonomia.
Indagado sobre o encontro do reitor da Unirio com o presidente da República em reunião do dia 14 de março no Palácio do Planalto, Balduino ressaltou que os dirigentes da Andifes, após um longo debate, decidiram não enviar nenhum representante para a referida reunião. O encontro foi uma articulação do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) e passou ao largo da Andifes.
Por fim, Gustavo Balduino falou da situação das consultas eleitorais em várias universidades, destacando seis que já realizaram eleições e enviaram uma lista tríplice para o MEC, mas cujos/as reitores/as ainda não foram nomeados/as. Sugeriu também a possibilidade do governo federal ignorar ou questionar as listas tríplices, deixando reitores/as pro tempore no comando das instituições federais de ensino superior por tempo indeterminado.
A diretoria da Adunirio avalia que a reunião foi frutífera porque permitiu uma troca de informações entre as duas entidades. A representação sindical relatou com mais precisão os fatos ocorridos na Unirio e finalizou a reunião com a análise que o golpe do dia 11 de abril poderá ser um modelo usado pelo governo federal para intervir em outras universidades pelo país afora.
