Governo não negocia com professores.
No dia primeiro de agosto, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão antecipou em duas horas a reunião com as entidades representantes dos professores. A ordem foi impositiva. O governo esperava que as entidades assinassem um acordo que foi rejeitado por todas as Universidades, com exceção da UFSCAR.
Desde o inicio, as propostas do MPOG são surdas as reivindicações dos professores que querem uma carreira com 13 níveis, steps (diferenças percentuais) idênticas entre cada nível e um plano de infraestrutura (condições de trabalho) para os docentes.
Ao contrário, o governo apresentou uma carreira desproporcional (dando saltos em certas ocasiões e avançando infimamente a maior parte do tempo); com uma tabela nominal (e não percentual); congelamento de progressão durante 3 anos; aumento da carga de horas-aula em 50%; e avaliação externa entre os níveis (fora das universidades). Uma situação que piora o quadro em relação ao atual. Nenhuma entidade sindical séria poderia aceitar um termo que piora as condições da categoria. Sobre as condições de trabalho, o MPOG não se pronunciou.
O governo se distancia dos movimentos e caminha para uma crise de estrutura. O exemplo do mal encaminhamento na questão dos docentes poderá repercutir numa situação de insustentabilidade administrativa.
