Professores da Educação a Distância realizam sua primeira plenária estadual
A Associação dos Docentes e Profissionais da Educação a Distância (Adopead – SSind) realizou a sua 1ª plenária estadual no dia 3 de setembro. O evento reuniu, durante a manhã e tarde do sábado, professores que trabalham com Educação a Distância (EAD), distribuídos por 34 polos no Rio de Janeiro. Foram compartilhadas experiências e discutidos os principais problemas que enfrenta a categoria.
No debate, os participantes destacaram a precariedade das condições de trabalho, a fragilidade do vínculo empregatício e a invisibilidade que sofrem os professores que atuam no sistema de EAD. Segundo Alexandra Herculano, presidente da direção provisória da Adopead, “temos uma média de 150 alunos por professor, quando o ideal para termos uma educação de qualidade seria no máximo 40 pra 1”.
De acordo com Marcela Sanchez, também membro da diretoria provisória da Adopead, os professores da EAD são muito qualificados, grande parte deles com mestrado e doutorado, mas não recebem o devido reconhecimento.
Virgínia Cabral é professora da EAD há um ano e viajou 6 horas, de Itaperuna ao Rio de Janeiro, para poder participar da plenária. Ela afirma que “as reivindicações dos professores da EAD são muito importantes e eu já percebo essa precariedade desde que eu estudava no curso de Pedagogia a Distância da Unirio”. Segundo ela, apesar das dificuldades, a experiência como aluna no curso a inspirou a trocar a carreira que vinha seguindo no mercado pelo magistério.
Leonardo Castro, diretor da Adunirio e coordenador do curso de Licenciatura em Pedagogia a Distância (Lipead), estima que há hoje 70 mil professores de EAD no Brasil e critica a falta de informação disponível sobre o assunto por parte do Ministério da Educação. Apesar dos 16 anos de EAD pública no país, há poucos dados sistematizados disponíveis sobre o funcionamento do sistema.
