O futuro exige uma luta unitária e coesa
Entre 30 de junho e 3 de julho de 2016 foi realizado o 61º Conad – Conselho Nacional que reúne as seções sindicais do Andes-SN, em Boa Vista (RR). A delegação da Adunirio foi composta por um delegado da diretoria e três observadores, sendo um deles um professor que compõem a atual diretoria ampliada nacional do Andes-SN. Dos debates tirou-se a consígnia: “Fora Temer, contra o ajuste fiscal e a retirada dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e cortes nas políticas sociais. Pela auditoria da dívida pública. Contra a política de conciliação de classe. Rumo à greve geral!”
Os ataques aos direitos dos trabalhadores, de maneira geral, e aos docentes, em particular, têm, nos últimos anos, sido objeto de resistências, tentativas de negociação que, frustradas, culminaram em duas longas greves (2012 e 2015). Diversos golpes foram perpetrados contra a educação pública, gratuita e de qualidade e, para barrar tais ataques, os docentes se colocaram em intensa mobilização nas salas de aula, laboratórios, assembleias e praças e ruas de todo o país.
A partir de 2015, chancelada pela crise econômica e mais uma rodada de ajuste fiscal no país, vivemos uma ofensiva conservadora, radical e organizada sobre e contra as instituições democráticas, ainda jovens e frágeis, tendo culminado com o golpe parlamentar-jurídico-midiático iniciado em 17 de abril, em uma escandalosa sessão da Câmara dos Deputados. Em 12 de maio, um governo não eleito toma de assalto o Estado com um recrudescimento dos retrocessos sociais e ambientais.
O golpe deflagrado, ainda que não totalmente efetivado, demanda a manutenção da inquietação cívica e dos esforços combativos. Aliás, esta unidade pela democratização social, política e econômica, pelos direitos sociais e políticas públicas, contra o aparelhamento e a privatização do Estado, deve ser o mote de integração das forças de esquerda do país, que vêm denunciando as sucessivas derrotas da classe trabalhadora perpetradas sob a utopia da governabilidade pela conciliação de classes e, agora, sob o governo usurpador de Michel Temer.
A união da base docente na Unirio, integrada ao movimento dos técnicos-administrativos e dos estudantes, é a primeira pauta de ação que a Adunirio tem priorizado nos últimos anos. A articulação recente com o Comitê Unirio contra o Golpe, iniciativa emergida do engajamento democrático da comunidade acadêmica de nossa universidade, reflete e reitera a postura combativa da Adunirio que, seguindo as diretrizes da Diretoria Nacional e da nossa base docente, não aceita a existência de um governo interino e ilegítimo, conduzido ao poder por um golpe amparado pela mídia conservadora do país, e, portanto, não cessará sua luta pela volta da democracia e pelas conquistas da classe trabalhadora.
A bandeira da educação pública, gratuita e de qualidade, nos une; a luta pela ampla democratização da política e da economia nos fortalece. Sigamos fortes e unidos, pois o futuro nos exige impedir o avanço do passado. A saída é pela esquerda!
Informe dos membros da Adunirio presentes no 61º Conad
