Reitor informa que pensa em “fechar as portas” da Unirio no fim do ano devido à crise
“Ontem tiraram os últimos R$ 100 mil que nos restava”, afirmou o reitor Luiz Jutuca, no dia 2 de dezembro (quarta-feira), durante reunião com a diretoria da Adunirio que discutiu a pauta de reivindicações dos professores. Segundo ele, todas as universidades federais estão com seus caixas “zerados”.
Na última segunda-feira (30), o governo publicou no Diário Oficial da União um decreto que prevê novo corte de gastos no Orçamento, retirando mais R$ 189,4 milhões da Educação. A medida é a terceira do ano, fazendo com que o contingenciamento total do Poder Executivo em 2015 já atinja a ordem de R$ 89,6 bilhões.
Jutuca informou à diretoria da Adunirio que deve tomar a decisão de “passar a chave” na Unirio por duas semanas nesse recesso de fim de ano. A decisão de trancar literalmente as portas da universidade após o fim do período letivo teria por finalidade economizar nas contas de energia, água etc. A ideia seria permanecer fechado por pelo menos duas semanas.
O reitor afirmou ainda, durante a reunião, que parte das bolsas estudantis já estão sendo cobertas pela verba destinada ao custeio da universidade, para evitar que os bolsistas deixem de receber. “Hoje temos uma população de estudantes com a qual o Estado se comprometeu e que hoje ele não dá conta”, explicou o reitor.
As declarações do reitor demonstram como os aspectos da crise se tornam muito mais agudos devido ao modelo de expansão das universidade públicas aplicado pelo Governo Federal, expresso principalmente pelo Reuni. O Andes-SN têm criticado ao longo dos anos esse modelo, que abandona a exigência da universalização da educação pública de qualidade em nome da “massificação” do acesso a partir de pressupostos do mercado.
