Governo tem urgência em negociar reivindicações dos docentes federais
“É ou não é/piada de salão/ministro da fazenda se meter na educação.” Com estas palavras de ordem o movimento estudantil voltou às ruas com um grande movimento em 1988, em franca oposição ao fato da política de educação ser definida pelo ministro Bresser Pereira (Fazenda) e não por Hugo Napoleão (Educação).
Agora, quase 25 anos depois, o Ministério do Planejamento e Orçamento ainda toma à frente da política educacional, ao negociar uma greve que exige plano de carreira e condições de trabalho para o ensino público federal. Dois itens que significam política de educação. Apesar disto, Aloizio Mercadante (detentor da pasta da educação) possui um papel de mero comentarista, contentando-se com uma ou outra observação que expõe na mídia.
Não obstante, o Governo dá sinais de estar preocupado com a situação. O MPOG recebeu hoje o Comando Nacional de Greve e recolheu reivindicações que ultrapassam as questões de reajustes pontuais. O ANDES apresentou um extenso documento, resultado de todas as assembleias ocorridas na última semana. Empenhado em sair do impasse, o Ministério do Planejamento marcou uma nova reunião para o dia seguinte (24), na qual se espera que saia outra proposta para uma nova rodada de negociações. Ao que parece, um tema estratégico na política educacional será mesmo definido pelo Ministério do Planejamento. Resta a pasta de Educação apenas uma função burocrática administrativa.
