Orçamento, democracia e Consuni
A sessão do Consuni realizada no dia 30 de abril demonstrou o crescente esvaziamento político dos Conselhos Superiores da Unirio. Um dos pontos de pauta era o orçamento de 2014, que já se encontra em vigência há mais de quatro meses sem nunca ter passado pelo crivo dos conselheiros.
Após uma longa discussão sobre a minuta orçamentária, em que foram colocadas importantes considerações e propostas pelos presentes, o reitor simplesmente ignorou o debate e encaminhou a aprovação do orçamento tal qual havia sido apresentada inicialmente pela reitoria.
A postura de se utilizar das instâncias participativas apenas como mecanismo para referendar decisões já tomadas pela administração corrompe o princípio da democracia universitária. A prática da reitoria de ignorar o debate e fazer valer o peso da burocracia contra a vontade da comunidade acadêmica representada nos órgãos superiores reduz o espaço político a um simulacro.
Diante do atropelo das decisões, surgiram questionamentos da plenária e a reitoria voltou atrás, encaminhando os seguintes pontos levantados pelos conselheiros: a reativação do Conselho Gestor do HUGG, que em sua primeira reunião deve discutir a proposta de aplicação de um percentual do R$ 1,6 milhão destinado à “margem sem programação específica”, e a análise dos contratos de telefonia.
